Ontem, numa das minhas sessões, pôs se me o problema de como atingir o amor por si próprio, quando se teve pais que apenas nutriram ódio por eles mesmos.
Como uma leitura em que estou mergulhada é, "Entre meditação e psicoterapia", de Claudio Naranjo, e ele refere o Processo Quaternário de Hoffman, como um dos modelos para resolver este problema, vou mergulhar um pouco neste processo.
Aparece muito esta problemática.
Amor negativo, masoquismo, falta de auto-estima, tudo isto...
Eu sei como o amor dos pais, cria a estrutura que possibilita o amor próprio, o narcisismo, e que um dos papeis do psicoterapeuta é a reparentalização, mas a fidelidade amorosa da criança, que se mantém unida a um progenitor sem perceber e aceitar a sua maldade, comove-me e assusta-me, como se fixa a inocência das crianças.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
Ser psicoterapeuta
Esta minha reflexão, acontece, para permitir a partilha de algumas ideias.
Ser psicoterapeuta é a realização de um sonho.
Surgiu a partir do conhecimento do meu primeiro mestre nesta arte.
Vê-lo conduzir-me pelos labirintos das emoções e dos pensamentos, com uma mão segura e um coração terno,e pouco a pouco, restituir-me á vida, fez-me surgir o desejo: "É isto que eu quero fazer".
E a partir daí tem sido um bom caminho.
Voltar á faculdade, submeter-me ao processo didactico, fazer várias outras formações complementares, em Portugal e no estrangeiro, procurar o estilo, desenvolver a escuta, e especialmente abrir o coração.
Nada disto fica pronto, tudo é feito e refeito muitas vezes, e cada pessoa que recebemos é um novo livro que se abre.
No entanto, é no nosso coração que a psicoterapia acontece.
É no abrir o espaço, no deixar entrar o diferente, na empatia que se sente, na palavra várias vezes pensada que finalmente se diz, no respeito, na aceitação, na confiança, isto é no amor.
E depois ao aceitar no outro, o menos bonito, o mais estragado, a zanga, a maldade, e ao banhá-los com o balsamo da compaixão, é também em nós que tudo isto acontece.
Ser psicoterapeuta é a realização de um sonho.
Surgiu a partir do conhecimento do meu primeiro mestre nesta arte.
Vê-lo conduzir-me pelos labirintos das emoções e dos pensamentos, com uma mão segura e um coração terno,e pouco a pouco, restituir-me á vida, fez-me surgir o desejo: "É isto que eu quero fazer".
E a partir daí tem sido um bom caminho.
Voltar á faculdade, submeter-me ao processo didactico, fazer várias outras formações complementares, em Portugal e no estrangeiro, procurar o estilo, desenvolver a escuta, e especialmente abrir o coração.
Nada disto fica pronto, tudo é feito e refeito muitas vezes, e cada pessoa que recebemos é um novo livro que se abre.
No entanto, é no nosso coração que a psicoterapia acontece.
É no abrir o espaço, no deixar entrar o diferente, na empatia que se sente, na palavra várias vezes pensada que finalmente se diz, no respeito, na aceitação, na confiança, isto é no amor.
E depois ao aceitar no outro, o menos bonito, o mais estragado, a zanga, a maldade, e ao banhá-los com o balsamo da compaixão, é também em nós que tudo isto acontece.
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